Kant acreditava que a religião pautada na teologia era demasiadamente insegura , era necessária pô-la de lado ou até mesmo abandoná-la, acreditava que a conduta do Homem deveria ser pautada numa conduta moral, numa ética universal e necessária com princípios a priori de moral, tão exatos quanto a matemática. “A razão pura pode ser prática ; Isto é,pode, por si, determinar a vontade, independentemente de qualquer coisa empírica”. Critica da razão Prática p31 . Crenças e dogmas só tem valor na medida em que auxiliam no desenvolvimento moral do Ser Humano.
O que é que traz a culpa em nós? Como sabemos que isto ou aquilo está errado? O imperativo categórico que há em nós “Ages somente segundo aquela máxima que possas a todo tempo querer que se tornasse uma lei universal.”
Baseado na teoria acima, ele criou uma ética diferente de todas as outras onde os fins não justificam os meios e sim uma ética da alteridade, respeitando e valorizando o outro, independente do nosso desejo mas fazendo o que é certo de acordo com o exame da razão, dos juízos sintéticos a priori. É aquilo que determina se devemos ou não efetuar determinada ação. E esse agir, é um agir livre que independe de um estimulo externo ou lei estranha . A lei da LIBERDADE efetiva a ligação entre a razão teórica e a razão prática, unidas à obrigação moral. Para que a vontade possa querer por puro dever é necessário que ela seja legisladora de si mesma,ou seja, livre.
O caráter da necessidade e da universalidade conduz a ação. Por exemplo, devo mentir para amenizar uma situação de conflito, sendo que isso me trará benefícios e felicidade? A resposta para Kant é não. Ele não está preocupado com a própria felicidade mas com o DEVER e que se fizermos o que é certo seremos merecedores ou dignos da felicidade mesmo que no meio do caminho tenhamos alguns sofrimentos. A perfeição da alma esta acima da felicidade. Sendo assim podemos acreditar num Deus Superior e perfeito e na imortalidade da alma?
Numa época de grandes debates sobre a ética e relativização da mesma, Kant nos ilumina com uma ética que não há espaço para relativismo ou utilitarismo. São princípios morais em que temos a obrigação de fazer o que é certo, o DEVER pauta a nossa conduta. Uma ética em que devo priorizar o outro, se assim for o correto ao invés de priorizar os meus interesses, onde minha liberdade termina quando passo infringir a liberdade do outro. A alteridade virou uma palavra da moda mas na realidade é pouco aplicada no sentido prático.
As leis muitas vezes são violáveis por serem relativas e de múltiplas interpretações. Elas coagem a ação de fora para dentro, mas o DEVER moral não segue uma regra externa, mas o exame da razão.
No dia a dia é demasiado difícil seguir o imperativo categórico pois vivemos numa sociedade onde ser bom é ser otário, onde ser gentil é falsidade e quando tratamos alguém bem é por algum interesse. E nos filmes geralmente torcemos pelo bandido.
Ano passado houve exemplo de imperativo categórico que repercutiu na mídia: Um senhor encontrou R$ 600,00 no chão, junto um boleto nesse exato valor. O Cidadão foi até a lotérica pagou o boleto, pois o mesmo vencia naquele dia e postou no facebook o boleto pago, não para receber notoriedade, mas para tentar localizar o cidadão que perdeu o boleto e tranquilizá-lo. Se o cidadão que achou o dinheiro resolvesse ficar com o dinheiro, ninguém saberia. Mas como será que estaria a consciência dele?
domingo, 29 de março de 2015
sábado, 22 de novembro de 2014
A saudade tem o dom do esquecimento
Fico pensando o quanto é interessante isso, o quanto a saudade tem Alzheimer . Esquecer as coisas ruins e lembrar apenas das coisas boas. Isso geralmente acontece quando nos afastamos de pessoas que realmente tínhamos imenso carinho e admiração ou amor e que em algum momento ela nos decepcionou, frustrou nossas expectativas e por vários motivos que com o tempo esquecemos , acabamos ceifando a convivência.
O fato é que muitas vezes, depois de determinado tempo passamos a nos perguntar o que aconteceu de fato? Ao menos, eu sou assim, não guardo mágoas e acabo lembrando apenas das coisas boas. No entanto, se houve um afastamento é porque a convivência se tornou insuportável em algum momento e justamente para manter essas memórias é necessário esse afastamento ou a ruptura de convívio. Amigos, irmãos, namorado são pessoas que nos conhecem ou que acham que nos conhecem e por isso tomam a liberdade de ferir, de julgar e, na maioria das vezes, erroneamente.
Diante dessas pessoas que amamos ou julgamos que amamos o excesso de intimidade pode ser invasivo pois são baseados na emoção e não na razão. E sentimentos podem ser nocivos.E como disse uma sábia colega:"o coração dos homens é enganoso.”
O respeito é como um copo que depois de quebrado não há como consertar. Por isso esquecer não é saudável porque a ofensa uma vez permitida sempre se repetirá no momento da emoção e o melhor é manter o afastamento para preservar as lembranças, assim como um idoso com Alzheimer lembra apenas de seu passado glorioso.
E quanto aquele velho jargão de que o coração tem razões que até a própria razão desconhece serve apenas de muleta para justificar nossa irracionalidade
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Aprendi...
Aprendi que um olhar revela a alma por isso devemos olhar nos olhos...
Aprendi que um abraço pode aliviar uma dor e abrandar um coração, por isso devemos abraçar mais e derrubar barreiras...
Aprendi que a vida ,ás vezes, exige da gente mais do que podemos dar mas que temos que lutar com unhas e dentes na disputa pelo “V” de vitória, enfrentar nossos medos e que não importa que você não tenha conseguido dessa vez ,isso não o torna um fracassado, o que importa é que você não desistiu da batalha e lutou até o último instante com todas as tuas forças...
Aprendi que na arena da vida as batalhas devem ser disputas em equipe, que cada pessoa possui uma habilidade e que nós também temos as nossas habilidades e podemos contribuir e cada um faz a diferença no final.
Aprendi que por mais que estejamos feridos e que essa ferida seja tão profunda não estamos sozinhos e se permitirmos, sempre haverá alguém para nos carregar no colo e cantar uma linda canção de ninar, que as pessoas podem dar amor sem pedir nada em troca e que isso as fará felizes.
Aprendi que aquilo que realmente é importante é invisível aos olhos;
Aprendi que por mais que um caminho seja escuro, não precisamos ter medo pois sempre haverá uma mão para nos guiar...
Aprendi que nos últimos cinco minutos da nossa vida o que realmente importará será ter as pessoas que amamos ao nosso lado para segurar a nossa mão, e que tal, começar a demonstrar isso hoje.
Aprendi que o dia mais feliz da minha vida, não foi o dia que eu comprei o meu apartamento, meu primeiro carro ou ingressei na faculdade , foi ver o sorriso de alguém que amo após ter uma segunda chance. E que o dia mais triste não foi quando levei uma bronca do chefe, quando perdi o emprego ,quando rompi um romance ou quando bati o carro mas quando eu vi a pessoa que eu mais amava fraquejar e chorar.
Aprendi que ao compartilhar uma dor e uma alegria estamos aliviando a alma...e percebemos que todos tem suas dores e suas alegrias..
Aprendi que escutar, ás vezes, é muito mais importante que opinar ou julgar...
Aprendi que há uma criança dentro de cada um, pronta para ser resgatada para passear mãos dadas , andar de cavalo alado, flutuar em nuvens de algodão doce, rir até a barriga doer e dançar como se ninguém estivesse olhando e no final agradecer pelo adulto que você se tornou.
Aprendi que é preciso ser adulto também, que temos que tomar as rédeas da nossa vida, planejar nossos passos, prestar atenção nos detalhes e que aquele que te cobra e que, ás vezes te pune nem sempre é carrasco , esta apenas te protegendo das lições que a vida pode te dar.
Aprendi que temos muitos sentimentos negativos dentro de nós mas que eles podem ser sublimados e utilizados a nosso favor como combustível para conquistar nossos objetivos.
Aprendi que se não controlarmos nossas emoções elas irão nos controlar.
Aprendi que as maiores lições não estão nos livros, e que não importa o seu nível cultural,as maiores lições são extraídas do livro da vida...
Aprendi que temos uma ferramenta preciosa, na qual devemos saudar nosso dia e essa ferramenta fará com que superemos qualquer obstáculo: O AMOR é nossa maior ferramenta para o sucesso.
Aprendi que hoje é o dia mais importante da minha vida e que dele depende o meu amanhã e as sementinhas que eu irei plantar serão os frutos que irei colher.
Aprendi que há pessoas generosas, que se preocupam mais com o próximo do que consigo mesmas e que não importa quão grande seja seus problemas que ao ajudar o próximo esses problemas ficam pequenos e insignificantes.
Aprendi que essa ferramenta poderosa chamada AMOR pode ser utilizada para levar alegria para outras pessoas.
Aprendi que podemos renascer e acordar para um novo mundo, o mundo que tanto almejamos e que só depende de nós.
Aprendi que tenho tanto para aprender.
Aprendi que um abraço pode aliviar uma dor e abrandar um coração, por isso devemos abraçar mais e derrubar barreiras...
Aprendi que a vida ,ás vezes, exige da gente mais do que podemos dar mas que temos que lutar com unhas e dentes na disputa pelo “V” de vitória, enfrentar nossos medos e que não importa que você não tenha conseguido dessa vez ,isso não o torna um fracassado, o que importa é que você não desistiu da batalha e lutou até o último instante com todas as tuas forças...
Aprendi que na arena da vida as batalhas devem ser disputas em equipe, que cada pessoa possui uma habilidade e que nós também temos as nossas habilidades e podemos contribuir e cada um faz a diferença no final.
Aprendi que por mais que estejamos feridos e que essa ferida seja tão profunda não estamos sozinhos e se permitirmos, sempre haverá alguém para nos carregar no colo e cantar uma linda canção de ninar, que as pessoas podem dar amor sem pedir nada em troca e que isso as fará felizes.
Aprendi que aquilo que realmente é importante é invisível aos olhos;
Aprendi que por mais que um caminho seja escuro, não precisamos ter medo pois sempre haverá uma mão para nos guiar...
Aprendi que nos últimos cinco minutos da nossa vida o que realmente importará será ter as pessoas que amamos ao nosso lado para segurar a nossa mão, e que tal, começar a demonstrar isso hoje.
Aprendi que o dia mais feliz da minha vida, não foi o dia que eu comprei o meu apartamento, meu primeiro carro ou ingressei na faculdade , foi ver o sorriso de alguém que amo após ter uma segunda chance. E que o dia mais triste não foi quando levei uma bronca do chefe, quando perdi o emprego ,quando rompi um romance ou quando bati o carro mas quando eu vi a pessoa que eu mais amava fraquejar e chorar.
Aprendi que ao compartilhar uma dor e uma alegria estamos aliviando a alma...e percebemos que todos tem suas dores e suas alegrias..
Aprendi que escutar, ás vezes, é muito mais importante que opinar ou julgar...
Aprendi que há uma criança dentro de cada um, pronta para ser resgatada para passear mãos dadas , andar de cavalo alado, flutuar em nuvens de algodão doce, rir até a barriga doer e dançar como se ninguém estivesse olhando e no final agradecer pelo adulto que você se tornou.
Aprendi que é preciso ser adulto também, que temos que tomar as rédeas da nossa vida, planejar nossos passos, prestar atenção nos detalhes e que aquele que te cobra e que, ás vezes te pune nem sempre é carrasco , esta apenas te protegendo das lições que a vida pode te dar.
Aprendi que temos muitos sentimentos negativos dentro de nós mas que eles podem ser sublimados e utilizados a nosso favor como combustível para conquistar nossos objetivos.
Aprendi que se não controlarmos nossas emoções elas irão nos controlar.
Aprendi que as maiores lições não estão nos livros, e que não importa o seu nível cultural,as maiores lições são extraídas do livro da vida...
Aprendi que temos uma ferramenta preciosa, na qual devemos saudar nosso dia e essa ferramenta fará com que superemos qualquer obstáculo: O AMOR é nossa maior ferramenta para o sucesso.
Aprendi que hoje é o dia mais importante da minha vida e que dele depende o meu amanhã e as sementinhas que eu irei plantar serão os frutos que irei colher.
Aprendi que há pessoas generosas, que se preocupam mais com o próximo do que consigo mesmas e que não importa quão grande seja seus problemas que ao ajudar o próximo esses problemas ficam pequenos e insignificantes.
Aprendi que essa ferramenta poderosa chamada AMOR pode ser utilizada para levar alegria para outras pessoas.
Aprendi que podemos renascer e acordar para um novo mundo, o mundo que tanto almejamos e que só depende de nós.
Aprendi que tenho tanto para aprender.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Irrelevâncias
Ando escrevendo pouco: Falta de tempo, correria do dia a dia; Preguiça mental. Todas essas seriam desculpas para o meu desleixo mas o fato é que estou apenas observando tudo o que acontece e vendo que o que escrevo não possui qualquer relevância diante da realidade ou daquilo que apreendemos como real.
Primeiro: Não dá lucro logo não serve para nada.
Segundo: Textos normalmente possuem mais do que cinco linhas logo perde-se tempo para lê-los e tempo é dinheiro.
Terceiro: Não abordo assuntos polêmicos baseados no achismo para conquistar leitores, isso torna a leitura desinteressante.
Quarto: Não tem apelo pornográfico,nem se referem a vida alheia, sem isso é chato, não é?
Quinto: É necessário reflexão e isso dói e ninguém quer sofrer.
Então vamos continuar vivendo a sociedade do espetáculo onde nossos políticos não possuem formação acadêmica e são desprovidos de qualquer nível intelectual e cultural. Sendo que para qualquer vaga de vendedor(não estou depreciando a profissão, apenas um exemplo) exige-se nível superior e inglês fluente. E para quem irá governar o país é exigido o quê?
Vou me limitar a essas poucas linhas , quem sabe alguém leia até o final.
Primeiro: Não dá lucro logo não serve para nada.
Segundo: Textos normalmente possuem mais do que cinco linhas logo perde-se tempo para lê-los e tempo é dinheiro.
Terceiro: Não abordo assuntos polêmicos baseados no achismo para conquistar leitores, isso torna a leitura desinteressante.
Quarto: Não tem apelo pornográfico,nem se referem a vida alheia, sem isso é chato, não é?
Quinto: É necessário reflexão e isso dói e ninguém quer sofrer.
Então vamos continuar vivendo a sociedade do espetáculo onde nossos políticos não possuem formação acadêmica e são desprovidos de qualquer nível intelectual e cultural. Sendo que para qualquer vaga de vendedor(não estou depreciando a profissão, apenas um exemplo) exige-se nível superior e inglês fluente. E para quem irá governar o país é exigido o quê?
Vou me limitar a essas poucas linhas , quem sabe alguém leia até o final.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Seu nome é Jonas
Esse semestre me matriculei na cadeira obrigatória de LIBRAS ( língua brasileira de sinais) e para minha surpresa o Professor dessa disciplina é surdo. No primeiro dia de aula fiquei preocupada de como seria para comunicarmo-nos, havia um intérprete que deixou claro que nas próximas aulas ele não estaria mais por ali. Vi as expressões assustadas de alguns colegas, e um deles levantou-se , pediu licença, saiu da sala e não apareceu mais nas aulas.
A comunicação está fluindo, o professor é maravilhoso e muito bem preparado para o cargo que ocupa. É mestre em Libras e leciona na Unisinos há cinco anos.Ontem ele levou um filme para assistirmos: MEU NOME É JONAS que relata a história de um menino surdo.
O filme se passa nos anos 80, e relata todo o preconceito que havia com relação a surdez naquela época. O menino foi diagnosticado como retardado erroneamente e mandado para um hospital que tratava crianças com problemas mentais. Depois de três anos nesse local descobriram que o problema dele era surdez. Ele voltou para casa já com seus sete anos de idade. Esse tempo que passou no hospital atrasou sua alfabetização e começou uma longa batalha para ele se comunicar com as pessoas. A escola normal proibia o uso das mãos para a comunicação, pois considerava preguiça de tentar ler os lábios e balbuciar as palavras. Ele desconhecia as palavras, os fonemas e era forçado a tentar repeti-las como um papagaio.
O preconceito era muito grande, amigos da família e até o próprio pai o taxavam de retardado, gritavam com o menino, mas ele continuava no seu silêncio. Na ignorância deles diziam: Se ele não conhece as palavras e não nomeia as coisas, então ele não pensa. Exceto seu avô que dançava com seu neto , carregava-o na garupa sem se importar com o problema. Sua mãe sofria porque não conseguia saber o que ele sentia. Ele tinha medo do Homem-Aranha, mas a mãe não conseguia explicar para ele que era apenas um brinquedo, que não precisava temer.
Certo dia Jonas jogava futebol com o irmãozinho mais novo e a bola correu para longe,Jonas foi buscá-la , avistou um carrinho de cachorro quente e correu para a mãe para pedir um, puxou ela mas quando chegaram no local o carrinho não estava mais lá e ele gritava porque não conseguia explicar para a mãe o que queria. O carrinho já estava longe, mãe e filho se abraçaram e choraram juntos.
Jonas foi visitar seu avô e estava brincando, dançando com ele, quando de repente o Senhor caiu no chão, todos vieram acudi-lo, a ambulância chegou, levaram-no para o hospital mas ele não resistiu ao infarto. Jonas observou tudo sem entender ,não sabia o que era a morte. No outro dia ele fugiu, pegou um ônibus e foi até a feira onde seu avô trabalhava, queria rever seu melhor amigo, não o encontrou. Saiu correndo dali, aturdido e acabou se perdendo. A policia o localizou e como Jonas não conseguia se comunicar e não sabia quem era aqueles homens, tentou fugir dos policiais, eles o carregaram a força e o levaram para um hospital psiquiátrico pois deduziram que ele era retardado e o amarraram numa cama até a chegada de sua mãe, que ficou furiosa por encontrá-lo amarrado como um bicho selvagem.
A partir daí a mãe decide que Jonas precisa se comunicar e decide procurar outros surdos. Encontra um casal que a convida para ir ao Clube dos Surdos e lá vê outra realidade, pessoas se comunicando por sinais, felizes, bebendo , escutando música(alguns conseguem ouvir alguma coisa e outros apenas sentem a vibração da música) e ali começa a aprender as primeiras palavras da linguagem de sinais.Percebe que o filho poderá levar uma vida normal. Tira Jonas da escola normal, já que não aceitavam uso das mãos para se comunicar e o leva para aprender com outros surdos.
Jonas ganha um professor surdo e estava, num primeiro instante, pouco interessado por aqueles gestos estranhos, até que vê a carrocinha e aponta para o desenho do cachorro quente estampado nela e o mestre o ensina o sinal que representa o objeto de desejo. Ele sorri e entende que uma nova realidade se abre e começa a apontar para os objetos para saber como representá-lo por sinais. Seu irmãozinho aprende junto, sua mãe também , e com muita alegria Jonas aprende a dizer MAMÃE . Chegam a beira de um rio e encontram uma tartaruguinha morta e o professor explica através de sinais que esta morta, ele então entende o que é a morte. Ele guarda a tartaruguinha no bolso e a entrega para sua avó como quem diz: Agora eu sei que o Vovô morreu. A Avó pergunta para o irmãozinho como se diz eu te amo através de sinais, ele a ensina e diz que Jonas também sabe e avó consegue dizer o primeiro EU TE AMO ao neto e os dois se abraçam...FIM
Não preciso dizer que derramei dois litros de lágrimas porque só entendemos o problema do outro quando presenciamos seu drama. Entendi o porquê dessa disciplina e confesso que me apaixonei. Admiro mais ainda o professor Carlos que nasceu surdo e superou todas as dificuldades, fez graduação, mestrado e hoje é um excelente mestre, mostrando que podemos conviver e nos adaptar com as diferenças. Basta abrir o coração.
O filme esta disponível no youtube para quem quiser assisti-lo.
AMARAL,Janice
A comunicação está fluindo, o professor é maravilhoso e muito bem preparado para o cargo que ocupa. É mestre em Libras e leciona na Unisinos há cinco anos.Ontem ele levou um filme para assistirmos: MEU NOME É JONAS que relata a história de um menino surdo.
O filme se passa nos anos 80, e relata todo o preconceito que havia com relação a surdez naquela época. O menino foi diagnosticado como retardado erroneamente e mandado para um hospital que tratava crianças com problemas mentais. Depois de três anos nesse local descobriram que o problema dele era surdez. Ele voltou para casa já com seus sete anos de idade. Esse tempo que passou no hospital atrasou sua alfabetização e começou uma longa batalha para ele se comunicar com as pessoas. A escola normal proibia o uso das mãos para a comunicação, pois considerava preguiça de tentar ler os lábios e balbuciar as palavras. Ele desconhecia as palavras, os fonemas e era forçado a tentar repeti-las como um papagaio.
O preconceito era muito grande, amigos da família e até o próprio pai o taxavam de retardado, gritavam com o menino, mas ele continuava no seu silêncio. Na ignorância deles diziam: Se ele não conhece as palavras e não nomeia as coisas, então ele não pensa. Exceto seu avô que dançava com seu neto , carregava-o na garupa sem se importar com o problema. Sua mãe sofria porque não conseguia saber o que ele sentia. Ele tinha medo do Homem-Aranha, mas a mãe não conseguia explicar para ele que era apenas um brinquedo, que não precisava temer.
Certo dia Jonas jogava futebol com o irmãozinho mais novo e a bola correu para longe,Jonas foi buscá-la , avistou um carrinho de cachorro quente e correu para a mãe para pedir um, puxou ela mas quando chegaram no local o carrinho não estava mais lá e ele gritava porque não conseguia explicar para a mãe o que queria. O carrinho já estava longe, mãe e filho se abraçaram e choraram juntos.
Jonas foi visitar seu avô e estava brincando, dançando com ele, quando de repente o Senhor caiu no chão, todos vieram acudi-lo, a ambulância chegou, levaram-no para o hospital mas ele não resistiu ao infarto. Jonas observou tudo sem entender ,não sabia o que era a morte. No outro dia ele fugiu, pegou um ônibus e foi até a feira onde seu avô trabalhava, queria rever seu melhor amigo, não o encontrou. Saiu correndo dali, aturdido e acabou se perdendo. A policia o localizou e como Jonas não conseguia se comunicar e não sabia quem era aqueles homens, tentou fugir dos policiais, eles o carregaram a força e o levaram para um hospital psiquiátrico pois deduziram que ele era retardado e o amarraram numa cama até a chegada de sua mãe, que ficou furiosa por encontrá-lo amarrado como um bicho selvagem.
A partir daí a mãe decide que Jonas precisa se comunicar e decide procurar outros surdos. Encontra um casal que a convida para ir ao Clube dos Surdos e lá vê outra realidade, pessoas se comunicando por sinais, felizes, bebendo , escutando música(alguns conseguem ouvir alguma coisa e outros apenas sentem a vibração da música) e ali começa a aprender as primeiras palavras da linguagem de sinais.Percebe que o filho poderá levar uma vida normal. Tira Jonas da escola normal, já que não aceitavam uso das mãos para se comunicar e o leva para aprender com outros surdos.
Jonas ganha um professor surdo e estava, num primeiro instante, pouco interessado por aqueles gestos estranhos, até que vê a carrocinha e aponta para o desenho do cachorro quente estampado nela e o mestre o ensina o sinal que representa o objeto de desejo. Ele sorri e entende que uma nova realidade se abre e começa a apontar para os objetos para saber como representá-lo por sinais. Seu irmãozinho aprende junto, sua mãe também , e com muita alegria Jonas aprende a dizer MAMÃE . Chegam a beira de um rio e encontram uma tartaruguinha morta e o professor explica através de sinais que esta morta, ele então entende o que é a morte. Ele guarda a tartaruguinha no bolso e a entrega para sua avó como quem diz: Agora eu sei que o Vovô morreu. A Avó pergunta para o irmãozinho como se diz eu te amo através de sinais, ele a ensina e diz que Jonas também sabe e avó consegue dizer o primeiro EU TE AMO ao neto e os dois se abraçam...FIM
Não preciso dizer que derramei dois litros de lágrimas porque só entendemos o problema do outro quando presenciamos seu drama. Entendi o porquê dessa disciplina e confesso que me apaixonei. Admiro mais ainda o professor Carlos que nasceu surdo e superou todas as dificuldades, fez graduação, mestrado e hoje é um excelente mestre, mostrando que podemos conviver e nos adaptar com as diferenças. Basta abrir o coração.
O filme esta disponível no youtube para quem quiser assisti-lo.
AMARAL,Janice
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Movimente-se
Ontem resolvi ir para a aula de metrô. Tinha esquecido quanto é gostoso poder apreciar a paisagem e até mesmo ler um livro sem ter que me preocupar com trânsito; Sem falar na caminhadinha para chegar até o metrô e do metrô até a Unisinos, o que deve ter sido uns cinco quilômetros. Alguns devem estar pensando que eu sou maluca, para que passar trabalho?
O fato é que hoje em dia, pegamos o carro até para ir à padaria da esquina, o sedentarismo tomou conta e depois que compramos o primeiro carro não queremos “passar trabalho” de jeito nenhum. Ônibus e metrô são coisas do passado. Deve ser por isso que o trânsito está um caos e a cada dia as pessoas estão mais obesas e estressadas.
Quando somos adolescentes e não temos grana nem para o ônibus, andamos quilômetros a pé e nem sentimos e por isso sempre magrinhos. Uma vez eu disse para a professora da academia: “-Depois dos trinta o nosso metabolismo desacelera, é mais difícil emagrecer” e ela respondeu: “Quem desacelera somos nós, não vamos nem na padaria a pé, pensa o quanto você se movimentava quando tinha vinte anos.” Confesso que fiquei com vergonha e concordei com ela.
Também tem o ponto de vista econômico, a passagem de metrô custa R$1,75, quanto custaria a gasolina para fazer o mesmo trajeto de carro? Para voltar da aula havia um central direto na porta da Unisinos, a passagem custou R$3,75, menos que o valor do estacionamento da universidade que custa R$4,00. Levei quinze minutos para chegar em casa, cinco minutos a mais que levaria se tivesse voltado de carro e desci praticamente na porta do meu prédio. Sem falar que é muito mais seguro. Quarta-feira passada quando estava indo para aula tranquilamente bateram no meu carro, nada além do susto e danos materiais, mas o que gera um estresse tremendo. Não que não possa ocorrer com o ônibus mas o risco é menor e podemos vir tranquilamente lendo um bom livro, sem a tensão do trânsito e com motorista particular.
Sei que existem vários pontos desfavoráveis para aqueles que são resistentes a ideia, tais como: De carro eu vou e volto a hora que quero e mais rápido ; os transportes públicos estão sempre lotados; Cheiro de sovaco;Coisa de pobre e assim por diante. São apenas desculpas para deixar a preguiça de lado e movimentar-se. Nos países de primeiro mundo o metrô e ônibus são os principais meios de transporte.
Comece, movimente-se, ande de ônibus, trem, metro, bike,nem que seja uma vez por semana. Saia do sedentarismo, desafogue a BR, aprecie a paisagem, leia um bom livro, relaxe os ombros,desapegue-se,economize, compartilhe um sorriso.
O fato é que hoje em dia, pegamos o carro até para ir à padaria da esquina, o sedentarismo tomou conta e depois que compramos o primeiro carro não queremos “passar trabalho” de jeito nenhum. Ônibus e metrô são coisas do passado. Deve ser por isso que o trânsito está um caos e a cada dia as pessoas estão mais obesas e estressadas.
Quando somos adolescentes e não temos grana nem para o ônibus, andamos quilômetros a pé e nem sentimos e por isso sempre magrinhos. Uma vez eu disse para a professora da academia: “-Depois dos trinta o nosso metabolismo desacelera, é mais difícil emagrecer” e ela respondeu: “Quem desacelera somos nós, não vamos nem na padaria a pé, pensa o quanto você se movimentava quando tinha vinte anos.” Confesso que fiquei com vergonha e concordei com ela.
Também tem o ponto de vista econômico, a passagem de metrô custa R$1,75, quanto custaria a gasolina para fazer o mesmo trajeto de carro? Para voltar da aula havia um central direto na porta da Unisinos, a passagem custou R$3,75, menos que o valor do estacionamento da universidade que custa R$4,00. Levei quinze minutos para chegar em casa, cinco minutos a mais que levaria se tivesse voltado de carro e desci praticamente na porta do meu prédio. Sem falar que é muito mais seguro. Quarta-feira passada quando estava indo para aula tranquilamente bateram no meu carro, nada além do susto e danos materiais, mas o que gera um estresse tremendo. Não que não possa ocorrer com o ônibus mas o risco é menor e podemos vir tranquilamente lendo um bom livro, sem a tensão do trânsito e com motorista particular.
Sei que existem vários pontos desfavoráveis para aqueles que são resistentes a ideia, tais como: De carro eu vou e volto a hora que quero e mais rápido ; os transportes públicos estão sempre lotados; Cheiro de sovaco;Coisa de pobre e assim por diante. São apenas desculpas para deixar a preguiça de lado e movimentar-se. Nos países de primeiro mundo o metrô e ônibus são os principais meios de transporte.
Comece, movimente-se, ande de ônibus, trem, metro, bike,nem que seja uma vez por semana. Saia do sedentarismo, desafogue a BR, aprecie a paisagem, leia um bom livro, relaxe os ombros,desapegue-se,economize, compartilhe um sorriso.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Síndrome de Gabriela...
"Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela...Sempre Gabriela”
Quantas vezes repetimos: Eu sou assim e não vou mudar, quem quiser aceitar que aceite.
O fato é que não viemos para esse mundo para agradar os outros. E se tentarmos fazer isso iremos pirar porque nunca conseguiremos agradar a todos. A síndrome de Gabriela pode prejudicar a nós mesmos porque tudo muda o tempo todo e se não nos adaptarmos a mudança fatalmente iremos sofrer. Insistir sempre nos mesmos erros para afirmar que: “Eu sou assim” só trará sofrimento. Não estou dizendo que temos que ser uma metamorfose ambulante ou para corrompermos a nossa essência mas que podemos mudar e melhorar de acordo com as nossas vivências.Segundo o filósofo Heráclito: “Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.” Para ele Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado. Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo e você já não é o mesmo quando entra no rio pela segunda vez. É na mudança que as coisas acham repouso.
Quantas coisas mudaram desde os anos 80 até aqui, o mundo tecnológico, as brincadeiras das crianças já não são as mesmas, o mercado de trabalho que exige formação superior e há pouco tempo o ensino médio apenas bastava, as concepções de famílias, os tipos de relacionamentos, enfim são infinitas mudanças e como podemos acreditar que somos sempre os mesmos, que não mudamos. Temos que mudar para nos adaptarmos as mudanças.
Certo dia meu irmão falou que as pessoas pioram com o tempo, eu acredito que o processo natural é o aperfeiçoamento da alma. Concordo em partes com ele porque tentamos ter o controle de tudo e se algo não sai como planejado e não adaptamo-nos às mudanças, e não mudamos nossa forma de agir e pensar , tornamo-nos amargos e frustrados. E ao contrário, se aceitamos as mudanças e aprendemos com elas, amadurecemos e evoluímos. Mas tudo gera uma mudança para pior ou para melhor.
Se fizermos uma reflexão: Somos iguais ao que fomos há cinco anos? No meu caso, perdi alguns medos, e obtive outros. Aprendi a controlar meus impulsos, mudei alguns valores, passei a priorizar coisas que antes não tinham importância. Já não sou mais a mesma e essas mudanças aconteceram não porque quis mas porque é um processo natural para acompanharmos todas as mudanças do mundo.
"Tudo muda exceto a própria mudança."Heráclito
Quantas vezes repetimos: Eu sou assim e não vou mudar, quem quiser aceitar que aceite.
O fato é que não viemos para esse mundo para agradar os outros. E se tentarmos fazer isso iremos pirar porque nunca conseguiremos agradar a todos. A síndrome de Gabriela pode prejudicar a nós mesmos porque tudo muda o tempo todo e se não nos adaptarmos a mudança fatalmente iremos sofrer. Insistir sempre nos mesmos erros para afirmar que: “Eu sou assim” só trará sofrimento. Não estou dizendo que temos que ser uma metamorfose ambulante ou para corrompermos a nossa essência mas que podemos mudar e melhorar de acordo com as nossas vivências.Segundo o filósofo Heráclito: “Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.” Para ele Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado. Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo e você já não é o mesmo quando entra no rio pela segunda vez. É na mudança que as coisas acham repouso.
Quantas coisas mudaram desde os anos 80 até aqui, o mundo tecnológico, as brincadeiras das crianças já não são as mesmas, o mercado de trabalho que exige formação superior e há pouco tempo o ensino médio apenas bastava, as concepções de famílias, os tipos de relacionamentos, enfim são infinitas mudanças e como podemos acreditar que somos sempre os mesmos, que não mudamos. Temos que mudar para nos adaptarmos as mudanças.
Certo dia meu irmão falou que as pessoas pioram com o tempo, eu acredito que o processo natural é o aperfeiçoamento da alma. Concordo em partes com ele porque tentamos ter o controle de tudo e se algo não sai como planejado e não adaptamo-nos às mudanças, e não mudamos nossa forma de agir e pensar , tornamo-nos amargos e frustrados. E ao contrário, se aceitamos as mudanças e aprendemos com elas, amadurecemos e evoluímos. Mas tudo gera uma mudança para pior ou para melhor.
Se fizermos uma reflexão: Somos iguais ao que fomos há cinco anos? No meu caso, perdi alguns medos, e obtive outros. Aprendi a controlar meus impulsos, mudei alguns valores, passei a priorizar coisas que antes não tinham importância. Já não sou mais a mesma e essas mudanças aconteceram não porque quis mas porque é um processo natural para acompanharmos todas as mudanças do mundo.
"Tudo muda exceto a própria mudança."Heráclito
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